A Jornada das Graduações no Judô
No judô, as graduações representam não apenas o progresso técnico, mas também o desenvolvimento pessoal e filosófico do praticante. Cada faixa é um símbolo de dedicação, disciplina e superação.
Graduações
Conteúdo Teórico
O estilo Takenouchi-ryu fundado em 1532 é considerado a origem do estilo Ju-Jutsu japonês. O judô é derivado do Ju-Jutsu, uma arte que serve tanto para atacar quanto para defender usando nada mais que o seu próprio corpo.
Durante anos, o jovem Jigoro Kano se dedicou a fazer um estudo completo sobre as antigas formas de autodefesa e, procurando encontrar explicações científicas aos golpes, baseadas em leis de dinâmica, ação e reação, selecionou e classificou as melhores técnicas dos vários sistemas de Ju-jutsu em um novo estilo chamado de Judô, ou "caminho suave" - Ju (suave) e Do (caminho ou via).
Em 1882, o mestre Kano fundou o Instituto Kodokan. O termo Kodokan se decompõe em ko (palestra, estudo, método), do (caminho ou via) e kan (Instituto). Assim, significa "um lugar para estudar o caminho", o que explica muito bem a intenção do fundador da arte. Além de tornar o ensino da arte marcial como um esporte, Jigoro Kano desenvolveu uma linha filosófica baseada no conceito ippon-shobu (luta pelo ponto perfeito) e um código moral. Assim, ele pretendeu que a prática do Judô fortalecesse o físico, a mente e o espírito de forma integrada.
Com seu trabalho, Jigoro Kano conseguiu criar uma modalidade que não se restringe a homens com vigor físico, se estendendo a mulheres, crianças e idosos, de qualquer altura e peso.
Código Moral:
Visando fortalecer o caráter filosófico da prática do judô e fazer com que os praticantes do judô crescessem como pessoas, o mestre Jigoro Kano idealizou um código moral baseado em oito princípios básicos:
- Cortesia, para ser educado no trato com os outros;
- Coragem, para enfrentar as dificuldades com bravura;
- Honestidade, para ser verdadeiro em seus pensamentos e ações;
- Honra, para fazer o que é certo e se manter de acordo com seus princípios;
- Modéstia, para não agir e pensar de maneira egoísta;
- Respeito, para conviver harmoniosamente com os outros;
- Autocontrole, para estar no comando das suas emoções;
- Amizade, para ser um bom companheiro e amigo.
Esporte Olímpico
Prosseguindo com a organização da Kodokan e buscando aprovar os regulamentos do Judô, Mestre Kano tornou-se o primeiro membro asiático do Comitê Olímpico Internacional em 1909 e trabalhou para a propagação do esporte no mundo todo. O Judô passou a fazer parte do programa olímpico oficialmente nos Jogos de Tóquio em 1964, como modalidade de apresentação, primeiramente.
Jigoro Kano
Ao longo de sua vida, Jigoro Kano trabalhou constantemente para garantir o desenvolvimento do atletismo e do esporte japonês de uma maneira em geral e, como resultado de seus esforços, muitas vezes é chamado de "Pai dos Esportes Japoneses". Em 1935, ele foi premiado com o prêmio Asahi por sua excepcional contribuição para a organização do esporte no Japão durante sua vida.
Introdução do Judô no Brasil
A imigração japonesa foi o fator mais importante para o surgimento do judô no Brasil. A influência exercida por lutadores profissionais representantes de diversas escolas de ju-jutsu japonês também contribuiu para o desenvolvimento do judô. O início do judô no Brasil ocorreu sem instituições organizadoras. Apenas na década de 1920 e início dos anos 1930 chegaram ao Brasil os imigrantes que conseguiram organizar as práticas do judô e kendô no país. Em São Paulo, destaque para Tatsuo Okoshi (1924), Katsutoshi Naito (1929), Tokuzo Terazaki (1929 em Belém e 1933 em São Paulo), Yassuishi Ono (1928), Sobei Tani (1931) e Ryuzo Ogawa (1934). Takaji Saigo e Geo Omori, ambos com vínculo na Kodokan, chegaram a abrir academias em São Paulo na década de 1920, porém, essa atividade não teve continuidade. Na década de 1930 Omori foi instrutor na Associação Cristã de Moços no Rio de Janeiro e, posteriormente, se radicou em Minas Gerais. No norte do Paraná, nas cidades de Assaí, Uraí e Londrina, o judô deu seus primeiros passos com Sadai Ishihara (1932) e Shunzo Shimada (1935). Os primeiros professores a chegarem ao Rio de Janeiro, foram Masami Ogino (1934), Takeo Yano (1931), Yoshimasa Nagashima (1935-6 em São Paulo e 1950 no Rio de Janeiro) e Geo Omori, vindo de São Paulo (1930 aproximadamente).
A chegada dos primeiros professores-lutadores também deixou o seu legado. Dentre os pioneiros se destacaram, Mitsuyo Maeda e Soishiro (Shinjiro) Satake, alunos de Jigoro Kano. Eisei Mitsuyo Maeda, também chamado Conde Koma, chegou ao Brasil em 14 de novembro de 1914, entrando no país por Porto Alegre. Junto com ele chegaram Satake, Laku, Okura e Shimisu. Em 18 de dezembro de 1915 a trupe de lutadores chegou a Manaus, mas antes disso rodou o Brasil em demonstrações e desafios. Conde Koma se radicou em Belém do Pará, em 1921, enquanto Satake ficou em Manaus, onde ministrava aulas no Bairro da Cachoeirinha ainda na década de 20. Maeda fundou sua primeira academia de judô no Brasil no Clube do Remo, bairro da cidade velha. A contribuição dos imigrantes japoneses que divulgaram o judô parece ter sido mais importante do que a contribuição de Conde Koma, e seus companheiros lutadores. Da chegada do Kasato Maru ao Brasil (1908) até a Segunda Guerra Mundial, os nomes e as práticas se confundiam. Encontra-se na literatura judô, jiu-do, jujutsu, jiu-jitsu e ainda jiu-jitsu Kano, muitas vezes para designar a mesma prática. A institucionalização do esporte, inicialmente organizada pela colônia japonesa, depois sob o controle da Confederação Brasileira de Pugilismo e finalmente a criação da Confederação Brasileira de Judô foram os passos para a diferenciação das práticas de luta e a organização do judô no país.
Fonte: cbj.com.br
Judô Santa Catarina
Na segunda metade do século XIX, no interior do Japão, nascia o homem que iria nortear toda uma legião de praticantes, em todo o mundo, da arte marcial que iria criar. Franzino e com força limitada, Jigoro Kano fez evoluir do Jujutso, uma série de técnicas que, em linhas gerais, maximizava o aproveitamento da força do oponente contra ele próprio. Nascia o Judô, ou o caminho suave, como nomeou seu próprio autor.
Da criação da primeira escola de Judô, a Kodokan em Tóquio, até a introdução do esporte em Santa Catarina foram exatas oito décadas. Em 1962, chegava ao Estado o faixa-preta Kenzo Minami, iniciando com as aulas da modalidade na Sociedade Ginástica de Joinville. Sob o seu comando, a primeira participação de uma equipe catarinense em competições fora do Estado aconteceu em Curitiba, em 1965.
Justamente neste ano Kasuo Konishi, um paulista descendente de imigrantes japoneses se estabelece em Itajaí e pouco tempo depois inicia uma jornada de percorreria, por mais de uma década, todas as regiões de Santa Catarina, trazendo e instalando professores, formando técnicos e fundando academias, que evoluíram para a estrutura atual do Judô Catarinense.
Os esforços de Minami, Konishi, Roberto da Graça e outros pioneiros foram decisivos para dois passos fundamentais do esporte: a introdução da modalidade nos Jogos Abertos, na sua edição de 1971, e a fundação da Federação Catarinense de Judô, que aconteceria em 1973. A história da introdução do Judô em Santa Catarina, contada por suas próprias personagens, está retratada no documentário "Os Pioneiros", disponível na JudôSCtv, o canal oficial da FCJ no Youtube (link disponível nesta página, na coluna da direita).
ASSOCIAÇÃO VIDEIRENSE DE JUDÔ
Fundada em 1969 é a mais antiga academia do estado em funcionamento, uma das academias que fundaram a Federação Catarinense de Judô. Seu fundador foi Sensei Kazuo Konishi, onde começou a difundir o judô para o Oeste Catarinense.
Falar de Judô no município não tem como não associar a família Penso, que sem sombra de dúvidas é a mais tradicional do judô videirense. Moisés que tem a vida dedicada a modalidade a vários anos, tem ajudado na formação de vários atletas que também foram medalhistas em campeonatos brasileiros e outras competições de nível nacional.
Camilo Penso (pai) e seu filho Moisés, colecionaram títulos, e logicamente muitas histórias na modalidade.
Importante também destacar a importância de Sérgio Luiz Marafon, para a difusão da modalidade.
Vídeo sobre Judô
Assista ao vídeo para conhecer mais sobre a história e prática do Judô: