Apostila Completa
Abrir Apostila da Faixa MarromTécnicas de Referência
Sequências e Contra-ataques
- 1 O-Uchi-Gari → De-Ashi-Harai
- 2 O-Soto-Gari → Kesa-Gatame
- 3 De-Ashi-Harai → O-Soto-Gari
- 4 Hiza-Guruma → Seoi-Nage
- 5 Uchi-Mata → Ko-Uchi-Gari
- 6 Harai-Goshi → O-Soto-Gari
- 7 Harai-Goshi → Soto-Makikomi
- 8 Seoi-Nage → Ude-Hishigi-Juji-Gatame
- 1 O-Uchi-Gari → O-Goshi
- 2 O-Uchi-Gari → Seoi-Nage
- 3 Sasae-Tsuri-Komi-Ashi → De-Ashi-Harai
- 4 Uki-Goshi → Koshi-Guruma
- 5 O-Uchi-Gari → Tomoe-Nage
- 6 Koshi-Guruma → Utsuri-Goshi
- 7 Harai-Goshi → Ushiro-Goshi
Teórico
A faixa marrom representa o penúltimo estágio antes da mestria no judô, simbolizando uma profunda compreensão filosófica e ética da arte. Nesta fase, o praticante transcende o domínio técnico para se tornar um guardião dos princípios fundamentais do judô, conforme estabelecido por Jigoro Kano. A cor marrom, associada à terra e à fertilidade, representa a maturidade e a capacidade de nutrir o crescimento alheio, refletindo a responsabilidade de transmitir o conhecimento.
Domínio Técnico Completo
Execução perfeita de todas as técnicas
Domínio de variações e contra-ataques avançados
Control absoluto do timing, distância e ritmo
Adaptação fluida a qualquer situação de combate
Compreensão Filosófica Profunda
Estudo aprofundado dos princípios do judô
Análise crítica das aplicações educacionais
Compreensão das relações entre técnica e filosofia
Desenvolvimento de métodos de ensino personalizados
Liderança e Transmissão
Capacidade de ensinar e inspirar outros judocas
Desenvolvimento de currículos de ensino
Orientação avançada de praticantes de diferentes níveis
Representação dos valores do judô na comunidade
A filosofia do judô, conforme desenvolvida por Jigoro Kano, transcende o aspecto puramente marcial para se tornar um sistema educacional completo. O conceito de Seiryoku Zen'yō (máxima eficiência com mínimo esforço) não se aplica apenas ao combate, mas à vida diária, incentivando a busca por soluções eficazes e sustentáveis. Por sua vez, Jita Kyōei (benefício mútuo) estabelece um paradigma de interação social onde o progresso individual está intrinsecamente ligado ao coletivo, fundamentando uma ética de reciprocidade e responsabilidade social.
Nesta fase, o judoca compreende que o judô não é apenas uma técnica de autodefesa, mas um método para o desenvolvimento integral do ser humano. A educação no judô deve ser vista como um processo contínuo de autoaperfeiçoamento, onde cada prática é uma oportunidade para cultivar valores como respeito, disciplina, humildade e perseverança. Esses valores, quando internalizados, transcendem o tatame e influenciam positivamente todas as dimensões da vida do praticante.
O comportamento coletivo na sociedade, conforme preconizado por Kano, baseia-se na ideia de que o progresso individual só é sustentável quando contribui para o bem-estar coletivo. O judô, como sistema educacional, promove a construção de uma sociedade justa ao desenvolver cidadãos conscientes de suas responsabilidades, capazes de colaborar para o bem comum e de resolver conflitos através do diálogo e do respeito mútuo. Essa visão de sociedade, onde a força individual se une à cooperação, representa o ápice da filosofia judoica e seu legado mais duradouro.
Judô Santa Catarina
Na segunda metade do século XIX, no interior do Japão, nascia o homem que iria nortear toda uma legião de praticantes, em todo o mundo, da arte marcial que iria criar. Franzino e com força limitada, Jigoro Kano fez evoluir do Jujutso, uma série de técnicas que, em linhas gerais, maximizava o aproveitamento da força do oponente contra ele próprio. Nascia o Judô, ou o caminho suave, como nomeou seu próprio autor.
Da criação da primeira escola de Judô, a Kodokan em Tóquio, até a introdução do esporte em Santa Catarina foram exatas oito décadas. Em 1962, chegava ao Estado o faixa-preta Kenzo Minami, iniciando com as aulas da modalidade na Sociedade Ginástica de Joinville. Sob o seu comando, a primeira participação de uma equipe catarinense em competições fora do Estado aconteceu em Curitiba, em 1965.
Justamente neste ano Kasuo Konishi, um paulista descendente de imigrantes japoneses se estabelece em Itajaí e pouco tempo depois inicia uma jornada de percorreria, por mais de uma década, todas as regiões de Santa Catarina, trazendo e instalando professores, formando técnicos e fundando academias, que evoluíram para a estrutura atual do Judô Catarinense.
Os esforços de Minami, Konishi, Roberto da Graça e outros pioneiros foram decisivos para dois passos fundamentais do esporte: a introdução da modalidade nos Jogos Abertos, na sua edição de 1971, e a fundação da Federação Catarinense de Judô, que aconteceria em 1973. A história da introdução do Judô em Santa Catarina, contada por suas próprias personagens, está retratada no documentário "Os Pioneiros", disponível na JudôSCtv, o canal oficial da FCJ no Youtube (link disponível nesta página, na coluna da direita).
ASSOCIAÇÃO VIDEIRENSE DE JUDÔ
Fundada em 1969 é a mais antiga academia do estado em funcionamento, uma das academias que fundaram a Federação Catarinense de Judô. Seu fundador foi Sensei Kazuo Konishi, onde começou a difundir o judô para o Oeste Catarinense.
Falar de Judô no município não tem como não associar a família Penso, que sem sombra de dúvidas é a mais tradicional do judô videirense. Moisés que tem a vida dedicada a modalidade a vários anos, tem ajudado na formação de vários atletas que também foram medalhistas em campeonatos brasileiros e outras competições de nível nacional.
Camilo Penso (pai) e seu filho Moisés, colecionaram títulos, e logicamente muitas histórias na modalidade.
Importante também destacar a importância de Sérgio Luiz Marafon, para a difusão da modalidade.
Divisões do Judô
Grupo Nage-Waza (Técnicas de Projeção)
Dentro do grupo Nage-Waza temos 68 técnicas divididas em:
- Te-waza (técnicas de braço, contendo 16 golpes)
- Koshi-waza (técnicas de quadril, contendo 10 golpes)
- Ashi-waza (técnicas de perna, contendo 21 golpes)
- Ma-sutemi-waza (técnicas de sacrifício frontal, contendo 5 golpes)
- Yoko-sutemi-waza (técnicas de sacrifício lateral, contendo 16 golpes)
- Go Kyo no waza (contendo 5 séries que totalizam 40 golpes)
Grupo Katame-Waza (Técnicas de Solo)
O segundo grupo, chamado Katame-Waza (técnicas de solo), é formado por 32 golpes, sendo dividido em:
- Osaekomi-waza (Imobilizações, contendo 10 técnicas)
- Shime-waza (Estrangulamentos, contendo 12 técnicas)
- Kansetsu-waza (Torções, contendo 10 técnicas)
Aplicação Educacional do Judô
O judô não é apenas uma arte marcial, mas um sistema educacional completo que desenvolve:
- Desenvolvimento físico - Força, flexibilidade, coordenação e resistência
- Desenvolvimento mental - Foco, disciplina, autocontrole e tomada de decisão
- Desenvolvimento social - Respeito, trabalho em equipe, liderança e responsabilidade
- Desenvolvimento emocional - Controle de emoções, resiliência e autoconfiança